joão albano fernandes

João Albano Fernandes

Autor

João Albano Fernandes (Águeda, 1989) formou-se em Arquitetura pela Universidade de Coimbra em 2013. Trabalhou em vários ateliers e em projetos de autoria própria. Desenvolveu depois trabalho em produção e comunicação cultural, colaborando com o Centro Cultural da Malaposta, Companhia Clara Andermatt e O Rumo do Fumo.

É membro do Grupo de Teatro do Instituto Superior Técnico desde 2018. Dedica-se à escrita de ficção narrativa. Publicou cinco livros: Desafortunados (2020), Uma Última Solidão (2021), O Lixo dos Outros (2023), Caindo de mais alto (2024) e O Senhor do Adeus (2024).

Livros

Capa de O Senhor do Adeus

O Senhor do Adeus

Prémio Montijo Jovem 2022

"Um dia estava na rua e acenaram-me.
E eu acenei de volta"
João Manuel Serra, O Senhor do Adeus

Há encontros que nascem de um aceno. Um gesto simples, quase invisível, que atravessa o para-brisas e toca alguém do outro lado. A história de um homem que, na solidão dos dias que lhe restam, descobre que dizer olá pode ser mais urgente do que qualquer despedida.

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Capa de Caindo de mais alto

Caindo de mais alto

Prémio Natália Correia 2024

O júri destacou a "escrita inaugural e poética" patente na obra, descrita como uma "lição de literatura" que honra o prémio. "A leitura fica cativa de uma voz com inequívoca maturidade literária, que nos prende ao espanto da beleza erguida sobre uma vida em ruínas. E quando pensamos que nada mais nos poderá surpreender nesta narrativa, o modo como ela termina não só nos faz acreditar na redenção, como nos mostra, em poucas palavras, de que são feitos os grandes textos literários."

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Capa de O Lixo dos Outros

O Lixo dos Outros

Prémio de Literatura Lions Portugal 2023

Florêncio tem 55 anos e é cantoneiro há 15. Por noite, recolhe mais de cinco toneladas de lixo. Atualmente, cada pessoa produz, em média, 65 metros cúbicos de lixo por ano. O lixo suficiente para encher o volume da própria casa. As pessoas afogar-se-iam no seu próprio lixo se não fossem os cantoneiros. Florêncio não fala com a filha há quase um ano, não aceita aquilo que ela faz. A profissão mais antiga do mundo, dizem uns. A profissão mais degradante de todas, pensa ele.

Mariana não concebe que o pai, figura central da sua existência, a renegue desta forma. Não acredita que haja mais dignidade em recolher o lixo dos outros do que em servir os seus desejos. Há muito que deixou de ver as coisas assim.

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Capa de Uma Última Solidão

Uma Última Solidão

Prémio Cordel d'Prata 2021

"Sou um homem estranho, como que vazio, oco. Olho para as folhas dos plátanos a dançarem tocadas pelo vento e nada me dizem. Olho para o cão que passa na rua a lamber as mãos do dono e não encontro nisso qualquer enternecimento. Olho para a rapariga da mercearia, com pouco mais de dezoito anos, que tem um corpo esbelto, a baixar-se e a revelar-me o rabo empinado, e não me invade qualquer excitação. Chamo-me Constantino, tenho trinta e seis anos e preciso urgentemente de sentir alguma coisa."

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Capa de Desafortunados

Desafortunados

Prémio M.ª Amália Vaz de Carvalho 2020

O júri, constituído por Ana Margarida de Carvalho, João Tordo e José Manuel Mendes valorizou “as temáticas dominantes dos contos e, de modo particular, a busca de uma autonomia estética feita mediante recurso a um léxico e a uma dicção conscientes das possibilidades criativas da linguagem, seja na construção técnica dos textos, personagens e momentos ficcionais, seja no poder da imaginação e do fluxo narrativo, com resultado num desenho relevante dos lugares de infortúnio ou potência de uma sociedade em sobressalto.”

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